
A Polícia Civil de Alagoas divulgou, na última quinta-feira (21), o desfecho das investigações sobre o assassinato da advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, de 34 anos, ocorrido na terça-feira (18), no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Segundo as apurações, a vítima foi executada por engano por integrantes do Comando Vermelho, que a confundiram com uma traficante que devia à facção.
Ana Walesca, que era filha de um policial civil, foi surpreendida por volta das 17h ou 18h enquanto passeava com o cachorro na Avenida Cachoeira do Meirim. Dois homens em uma motocicleta se aproximaram dela; o garupa desceu e efetuou diversos disparos. De acordo com o delegado Danilo Resende, a arma do atirador chegou a falhar pelo menos duas vezes, mas ele insistiu e conseguiu atingir a advogada com cerca de cinco tiros, na cabeça e no tórax. Ela não resistiu aos ferimentos.
O coordenador da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), Igor Diego, explicou que o verdadeiro alvo dos criminosos era uma mulher envolvida com o tráfico, que teria causado um prejuízo à facção ao perder uma pistola e aproximadamente 200 gramas de cocaína. Sem condições de arcar com o débito, ela teve a execução decretada pelo Comando Vermelho. Ana Walesca, no entanto, foi assassinada por engano, vítima de uma trágica confusão de identidade.
Após as investigações, a polícia localizou os suspeitos, e uma operação foi deflagrada. Durante a abordagem, o homem apontado como o executor da advogada morreu em uma troca de tiros com os agentes. Já o outro envolvido, que seria o condutor da motocicleta, foi preso. Até o momento, os nomes deles não foram revelados pelas autoridades.
A moto usada no crime foi apreendida e encaminhada para perícia. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e que outras pessoas ainda serão ouvidas antes da conclusão do inquérito. Não há informações sobre se o suspeito detido já passou por audiência de custódia ou se foi transferido para o sistema prisional.